No paradigma anterior à Sociedade da Informação, a Educação era encarada como "transferência" de matérias / conteúdos para a cabeça dos alunos.
Para muitos este paradigma continua a ser usado. Ainda hoje se verifica, em muitos casos, que as aulas são passadas a ler textos, e os professores tentam ensinar como utilizar uma série de instrumentos que fazem parte do passado. O sucesso dos alunos é visto como a sua capacidade de responder correctamente a testes de escolha múltipla.
Ora, para os alunos dos nossos dias, isto não é Educação. Educação é estarem preparados para o futuro, para o seu futuro. Esta preparação começa por tudo aquilo que eles conhecem da sua interacção com o mundo e com as pessoas, pela televisão, pela internet, etc. Depois, basta deixá-los seguir os seus interesses, aprendendo coisas que considerem úteis, partilhando os seus pontos de vista ao longo do processo. Hoje em dia, as crianças querem que a sua educação seja significativa, útil e relevante para o futuro. Para elas, os factos, as explicações, os instrumentos apresentados, só são significantes na medida em que apoiam os seus próprios objectivos.
A tecnologia aplicada ao velho paradigma tem pouco sentido para os jovens de hoje. Usar um Powerpoint numa aula em que o professor se limita a lê-lo, terá o mesmo significado que escrever no quadro negro. Para quê ouvir ler o que está escrito?
Actualmente, os alunos preferem trabalhar em grupos, partilhar as suas ideias com os seus pares, serem desafiados, ouvidos e respeitados. Para eles, é importante encontrar informação relevante em qualquer local, partilhá-la rapidamente e com frequência, compará-la em diversas fontes, usar ferramentas que podem estar guardadas nos seus bolsos e acima de tudo, procurar o significado pela discussão.
Ensinar no Séc. XXI pode ser fácil
No novo paradigma educacional, segundo Prensky, ensinar pode ser uma tarefa fácil. Basta levantar roblemas e desafios interessantes, relacionados com o currículo, e deixar os alunos usarem os seus próprios instrumentos, trabalharem em grupo e partilharem para os resolver. Não faz sentido preparar aulas. Basta dizer aos alunos onde se quer que eles cheguem, e deixá-los chegar até lá por si próprios. Basta manter as salas de computadores abertas até à meia noite, basta mantê-los motivadas e é vê-los aprender.
Alguns educadores começaram a encarar a Educação como uma Paixão e não uma Disciplina. Assim, estão a abraçar o novo paradigma educacional e a alterar o seu papel. Os professores deverão ser, cada vez mais, desafiadores, observadores, guias e "treinadores". A sua função é ensinar sobre "rigor intelectual", mas em primeiro lugar, têm de trabalhar com os alunos a definição de "metas educacionais" mais úteis para eles, em substituição do velho paradigma e do livro de texto.
Os educadores do futuro têm de ter em mente que as Novas Tecnologias estão a ditar não só o futuro dos nossos jovens, mas também um novo paradigma para os ensinar, por isso terão de alterar a sua conduta neste sentido.
A função dos educadores eficazes para o futuro será "dar rédeas"aos alunos para usar as tecnologias e despertar neles a paixão de aprender.
Baseado no artigo de Mark Prensky:
- Prensky, M. (2007), Changing Paradigms, from "being taught" to "learning on your own with guidance", in Educational Technology

1 comentário:
Estes teus dois artigos,baseados em Prensky, são sem dúvida, estimulantes, positivos, no sentido em que reforçam a ideia de que a busca de novas concepções e práticas pedagógicas, assim como o novo papel do professor, são possíveis, viáveis, mas acima de tudo necessárias, nesta nova sociedade do conhecimento.
Teresa G.C.
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