terça-feira, 22 de abril de 2008

Mapas Conceptuais – Instrumentos de Aprender a Pensar

Segundo o novo paradigma educacional, a escola actual deve pautar-se por dois eixos fundamentais: “aprender a aprender e “ensinar a pensar” (Ontoria, A., et al, 2003).

Assim, o professor deve ser aquele que reflecte sobre a sua prática docente, e conduz a sua prática pedagógica através de uma pedagogia activa, transformando o processo Ensino / Aprendizagem num processo de investigação. “O aluno tem de aprender a aprender e o professor tem de ensinar a pensar”. Ontoria (2003:7)

Considerando a aprendizagem como um processo de desenvolvimento de estruturas significativas, em que o conhecimento é sinónimo de “compreensão de significado”, o processo Ensino / Aprendizagem deve ser encarado como um processo de “reflexão – acção”, cuja aprendizagem deve ser significativa e contextualizada, passando por fases como a Assimilação, a Reflexão e a Interiorização, que levam os alunos a tomadas de posição pessoais – atingindo assim o grande objectivo de “aprender a aprender”.

Neste sentido, consideramos que os Mapas Conceptuais são ferramentas de organização e representação de conhecimento, que contribuem fortemente para desenvolver a autonomia individual dos alunos, promovendo “o aprender a pensar”.
Na nossa prática docente, no âmbito da Educação de Adultos, a utilização de Mapas Conceptuais assume uma grande relevância, pois este tipo de alunos tendem a ter uma auto-estima pouco elevada, assumindo, muitas vezes a postura de que não sabem fazer, não conseguem realizar tarefas. A utilização desta ferramenta como estratégia de estruturação de pensamento ou de sistematização de ideias é extremamente eficaz, pois, sem ter de escrever muito – dificuldade apontada pela maioria dos alunos – conseguem estruturar ideias e sistematizar informação, tornando a tarefa da escrita menos penosa para eles. Desta forma, ficam mais motivados para prosseguir a sua aprendizagem, tornando-se, assim, mais autónomos e motivados.

Bibliografia:

Ontoria, A., e tal. (2003), MAPAS CONCEPTUAIS, Uma Técnica para Aprender, Porto: Asa Editores

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